domingo, 7 de junho de 2009

Imperfeição


Como sempre faço com os poemas publicados no blog, historicizo a sua construção. "Imperfeição", que vem romper com o jejum de um mês sem blogar, foi composto numa dessas tentativas que a gente tem na vida em reconstruir castelos, salvar histórias e recuperar o que está quase perdido... Não entendemos que na vida as coisas tem começo, meio e fim, não necessariamente nessa ordem. Fato é que tudo acontece ao seu tempo, mas nosso fôlego de vida nos faz querer interferir na dinâmica da História. As vezes temos êxito, às vezes, nem tanto. Acho que chega de tagarelices, vamos ao que interessa! Abaixo, o retrato da minha humanidade, o ser imperfeito que sou eu:




IMPERFEIÇÃO
2006

Amor, não tema
Que esse poema
É só o meu surto emocional

E já faz tempo
Que tanto eu tento
Te escrever um souvenir

Talvez agora
Seja a hora
Deixar o coração fluir

Olha, eu te quero
Mas não espero
Ser exemplo de perfeição

Tenho defeitos
Não sou perfeito
Mas quero ser teu bibelot

Não sou anjinho
Talvez tolinho
Não sou exatamente o tal

Eu tenho crises
E os meus deslizes
Sei que te causam irritação

Mas me perdoa
Ferir à toa
Me diz alguém que nunca errou

Eu sei que erro
É só o meu berro
Querendo ter tua atenção

Se te incomoda
Que se exploda!
Eu quero tanto ser só teu...

Que meu desejo
De ter teu beijo
Às vezes tem forma de dor

Eu sou um traste
Um cafajeste
Que quer a tua opinião

Amor, não brigue
Só me castigue
Punindo-me com beijos mil

Que entretanto
Serei, não santo,
Mas, dos homens, o mais feliz

Tenha na mente
Que consciente
Prometo ser alguém melhor

E bem no peito
Que meus defeitos
Não diminuem o meu amor!

Léo Rossetti

Um comentário:

  1. Boa Léo!! Mando bem, depois de quase 1 mês sem postar nada!!hehe
    abrçãoo

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